quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Um pouco de mim...

Sou Professora e com isso sofro com a precariedade da Educação no Brasil. Trabalho na rede Estadual de Ensino no município de Porto Alegre/RS. Além dos salário baixo e da falta de reconhecimento no trabalho docente, preciso conviver com as condições materiais precárias da escola onde trabalho, realidade comum a diversas escolas da rede.
Ao mesmo tempo que luto, juntamente com outras professoras, contra a crise na Educação Brasileira, em busca de uma Educação melhor, mais qualificada, vejo na televisão a crise política que assola nosso país. Diante disso, pergunto-me:
- Que fazer? Será que nosso país tem jeito?
Lembro-me que no semestre passado, ao falar do salário mínimo e das necessidades que o mesmo deveria suprir, um aluno mostrava tamanha descrença no Brasil, na política (e pensar que na época, ainda não tinha desabado toda esta crise no Governo Federal). Esta descrença vinha à tona cada vez que discutíamos sobre a situação da sociedade brasileira.Hoje percebo o quanto esta crise interfere na minha vida, especialmente na minha profissão, mesmo que eu não esteja acompanhando-as de perto; apesar de, muitas vezes, nem estar por dentro dos fatos, das discussões.
O que eu posso fazer? Como eu posso mudar isso?
Às vezes a tristeza invade de tal forma que a esperança parece não existir. Assim, meu trabalho perde todo o sentido, não tem razão de ser.
Entrementes, segundo Hernádez (1998, p. 10) "a escola continua sendo a instituição que pode possibilitar à maior parte dos cidadãos, sobretudo aos mais desfavorecidos, melhores condições de vida" e, sendo assim, cabe também a mim, enquanto professora buscar melhores condições de vida com as alunas e alunos que convivem comigo. A persistência torna-se a maior aliada que temos, juntamente com a esperança e o desejo de mudar.
Este conflito entre esperança e descrença pulsa em mim. Com ele sigo meu percurso ainda otimista, apostando que a mudança é possível, consciente do pouco que está ao meu alcance. Lutando contra a vontade de parar, de desistir, de acomodação...
Afinal, espero conseguir decifrar o enigma e não ser devorada pela Esfinge!Para isto estou lendo alguns livros que talvez possam me ajudar:
# HERN�NDEZ, Fernando. Transgressão e mudança na educação : os projetos de trabalho. Porto Alegre: Artmed, 1998. 150 p.
# ALVES, Nilda Guimarães. (org.) GARCIA, Regina Leite.(org.) O sentido da escola. 3.ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2001. 150 p.

Um comentário:

Catia Zílio disse...

Estou só fazendo um teste...